O que dizer dessas coisas que sentimos e não sabemos explicar nem a nós mesmos..
Ando divagando muito sobre isso, pergunto a minha alma e ela apenas dança, flutua por sobre os sonhos que ainda não sonhei.
Esse tipo de sentimento de certo pode ser definido como canções murmuradas. Sim, canções!
Sabe, aquela canção que fica na memória e que várias vezes ao dia você, se vê cantando sem sequer imaginar o por quê.
Mas, algo dentro de ti dança ao som de tudo, se move com a força dos mares.
Queria saber definir o porque dos medos e de tudo isso que se passa em nós…
Eu me calo confusa e a alma se entrega ao som de tudo isso que não sei definir…
Fábula sem fim…
Quando ela sentou-se naquela sala, nervosa algo se movia em sua alma e lhe trazia a certeza de que não seria mais a mesma pessoa, algo estava por acontecer e sentia tudo aquilo se mover como os mares em seu coração.
Olhava ao redor e temia que alguém pudesse ler aquilo que se desenhava em sua face.
A alma, feito criança corria e se sorria daquela espera…
E o que viria, nenhuma de nós sabia o que dizer ao menos o que esperar.
…. em algum momento a grande porta se abriu e tudo realmente se transformou em canção….
Quem era ele… quem era a alma?
- que naquele momento se esquecia dela…-
Porque?
Nada. Simplesmente, nada podia definir o que se passou depois que a porta se abriu, era somente canção e nada mais.. canção murmurada…
A menina confusa … perdida e sem saber dizer o porque de tanta admiração..
Logo o tempo lançou teus laços, logo tudo foi se estreitando, sorrisos, conversas, canções que só a alma entendia,
Como explicar, o segundo encontro daqueles dois… a aquela sensação do “ele esta La”,
Definitivamente as almas se estendem e os corpos não.
A menina que tanto sofrera agora segurava a alma em prantos forte pelas mãos..
Senta-se ai e te aquieta
A alma em meio a soluços pergunta? Por que você tem medo de sonhar?
E a menina, calada olhando o horizonte murmura baixinho com medo de que alguém ouça aquela canção,
Múrmura e olha triste para sua alma, esperando que ela entenda…
- O rei sempre esteve a espreita, sempre observando e devorando os menores sonhos. –
A menina queria apenas guardar aquela canção… mesmo sabendo que tudo aquilo já fazia parte de sua alma e que nada seria capaz de mudar.
Será que teremos tempo para viver… será que ainda existe o tempo para sonhar?…
A pequena alma sorri e diz sim o tempo de sorrir e sonhar nos pertence, basta acreditar…
Seca os olhos de sua pequena companheira e senta-se ao seu lado…
Seria mais fácil se as pessoas soubessem compreender um simples olhar, por que só assim teriam ouvidos para ouvir a canção…