sonhar…

agosto 29, 2010

O que dizer dessas coisas que sentimos e não sabemos explicar nem a nós mesmos..

Ando divagando muito sobre isso, pergunto a minha alma e ela apenas dança, flutua por sobre os sonhos que ainda não sonhei.

Esse tipo de sentimento de certo pode ser definido como canções murmuradas. Sim, canções!

Sabe, aquela canção que fica na memória e que várias vezes ao dia você, se vê cantando sem sequer imaginar o por quê.

Mas, algo dentro de ti dança ao som de tudo, se move com a força dos mares.

Queria saber definir o porque dos medos e de tudo isso que se passa em nós…

Eu me calo confusa e a alma se entrega ao som de tudo isso que não sei definir…

Fábula sem fim…

Quando ela sentou-se naquela sala, nervosa algo se movia em sua alma e lhe trazia a certeza de que não seria mais a mesma pessoa, algo estava por acontecer e sentia tudo aquilo se mover como os mares em seu coração.

Olhava ao redor e temia que alguém pudesse ler aquilo que se desenhava em sua face.

A alma, feito criança corria e se sorria daquela espera…

E o que viria, nenhuma de nós sabia o que dizer ao menos o que esperar.

…. em algum momento a grande porta se abriu e tudo realmente se transformou em canção….

Quem era ele… quem era a alma? 

- que naquele momento se esquecia dela…-

Porque?

Nada. Simplesmente, nada podia definir o que se passou depois que a porta se abriu, era somente canção e nada mais.. canção murmurada…

A menina confusa … perdida e sem saber dizer o porque de tanta admiração..

Logo o tempo lançou teus laços, logo tudo foi se estreitando, sorrisos, conversas, canções que só a alma entendia,

Como explicar, o segundo encontro daqueles dois… a aquela sensação do “ele esta La”,

Definitivamente as almas se estendem e os corpos não.

A menina que tanto sofrera agora  segurava a alma em prantos forte pelas mãos..

Senta-se ai e te aquieta

A alma em meio a soluços pergunta? Por que você tem medo de sonhar?

E a menina, calada olhando o horizonte murmura baixinho com medo de que alguém ouça aquela canção,

Múrmura e olha triste para sua alma, esperando que ela entenda…

 - O rei sempre esteve a espreita, sempre observando e devorando os menores sonhos. –

A menina queria  apenas guardar aquela canção… mesmo sabendo que tudo aquilo já fazia parte de sua alma e que nada seria capaz de mudar.

Será que teremos tempo para viver… será que ainda existe o tempo para sonhar?…

A pequena alma sorri e diz sim o tempo de sorrir e sonhar nos pertence, basta acreditar…

Seca os olhos de sua pequena companheira e senta-se ao seu lado…

Seria mais fácil se as pessoas soubessem compreender um simples olhar, por que só assim teriam ouvidos para ouvir a canção…

O despertar…

fevereiro 14, 2010

É estranho pensar no quanto as coisas estão mudando em nós, na velocidade em que o tempo está correndo…

Tem sido mais estranho pensar no turbilhão de coisas que ando sentido, não consigo explicar, aliás…. não sei dizer o por que é tão dificil escrever, o porquer escrever para nós envolve tantos sentimentos e muitas vezes lágrimas…

Hoje estou conectada com algo a mais, com sentimentos a mais, penso mais em ti…

Na medida de tudo que nos aproxima de nós e ao divino…

Qual o peso de nossos erros? (resposta se esconde no porque não consigo escrever, talvez)

Novos caminhos, outros sonhos, coisas Deus, espiritualidade e divindade….

Tantas coisas que ainda não sei dizer,  mas uma coisa é certa eu e ela, estamos a caminho de casa…

Poesia espírita – O despertar de um Espírito

Revista Espírita, dezembro de 1858

NOTA. – Estes versos foram escritos, espontaneamente, por meio de uma cesta sustentada por uma jovem senhora e uma criança. Pensamos que mais de um poeta poderia honrar-se com eles. Foram-nos comunicados por um de nossos assinantes.

Quanto a Natureza é bela e quanto o ar é ameno!

Senhor! Rendo graças e te admiro, de joelhos.

Possa o hino de alegria de meu reconhecimento

Subir, como o incenso, até a tua onipotência.

Assim, diante dos olhos de suas duas irmãs em luto,

Fizeste sair outrora Lázaro de seu sepulcro;

De Jairo desvairado, a filha bem-amada

Foi em seu leito de morte por tua voz reanimada.

Do mesmo modo, Deus poderoso! Me estendeste a mão;

Levanta-te! Tu me disseste: não o disseste em vão.

Por que não sou, ai, senão um vil montão de lama?

Gostaria de te louvar com a voz de um anjo;

Tua obra jamais me pareceu tão bela!

É àquele que sai da noite do túmulo

Que o dia parece puro, a luz brilhante,

O sol radioso e a vida embriagadora.

Então o ar é mais doce que o leite e o mel;

Cada som parece uma palavra nos concertos do céu.

A voz surda dos ventos exala uma harmonia

Que aumenta no vago e se torna infinita.

O que o Espírito concebe, o que fere os olhos,

É que se pode adivinhar no livro dos céus,

No espaço dos mares, sob as vagas profundas,

Em todos os oceanos, os abismos, os mundos,

Tudo se arredonda em esfera, e sente-se que no meio

Esses raios convergentes conduzem a Deus.

E tu, cujo olhar plana sobre as estrelas,

Que te ocultas no céu como um rei sob seus véus,

Qual é, pois, tua grandeza, se esse vasto universo

Não é senão um ponto aos seus olhos, e o espaço dos mares

Não é mesmo um espelho para teu esplendor imenso?

Qual é, pois, tua grandeza, qual é, pois, tua essência?

Que palácio tão vasto construíste, ó Rei!

Os astros não saberiam nos separar de ti.

O sol a teus pés, poder sem medida,

Parece o ônix que um príncipe amarra ao seu sapato.

O que admiro em ti, sobretudo, 6 majestade!

É bem menos tua grandeza que a imensa bondade

Que se revela em tudo, assim como a luz,

E de um ser impotente atende a prece.

Alma… Desperta e clara…

Que do meu ventre possa nascer a Luz do Teu sonho…

fevereiro 12, 2010

Minha Alma e Eu…

Fatos supreendentes me despertaram atenção no ultimo mês…

Minha alma a caminho da luz e eu a caminho de casa,

Não sabemos explicar o pouco do muito que anda acontecendo  aqui dentro.

Mas, estamos enfim conectadas a algo maior, ligadas por amor.

Que minha alma possa ser a porta, que eu faça parte do caminho, que juntas possamos prestar auxilio,

Que este corpo que escreve seja digno de receber  o conhecimento e a luz,

Que seja  grato a tudo o que recebe e que saiba ensinar  e transmitir o amor pelas coisas, atravez de minha alma.

Que minha voz venha dos ventos e transmita o sagrado.

Minha alma e eu,

em um lugar calmo e claro, hoje mais perto das respostas que a muito buscavamos.

Mais unidas do que nunca.

A alma da menina, calma e brilhante

Eu, feliz em mim satisfeita

Nós juntas buscando um entendimento maior sobre todas as coisas…

mais perto da luz.

“Cada boa ação que pratica é a luz que você cria em torno de ses próprios passos.”

Tristesse….

agosto 9, 2009

e eu o que sou…

 o que me tornei…

 minhas palavras andam perdidas em mim…

sentimentos nem sei deles o que sobrou a muito tem sido assim… e simplesmente tenho me esquecido de tudo o que fui e nem sei aquilo que sou e tem sido o bastante nesses ultimos dias..

Eu um ser místico e elevado, por tanto com tendências suícidas,

Mas meu orgulho e minha força, não permitem tal proeza… e me calo….

Sou apenas a contradição dos atos,

E a absoluta sinceridade de todas as palavras….

Minha maior saudade é meu maior tormento…

vive em mim nem sabe como, menos ainda o quanto….

Fecho as eclusas

E nesse mundo no qual me tranco

Onde grito, choro e sofro…

Ningúem, absolutamente, ninguém..

me ouve, sequer me vê…

Tristesse…

hoje estou cansada demais…

Cansada de mentiras,

Desses olhos que observam no espelho,

Cansada de mim e de tudo.

Não queria essa distância que se instalou em mim,

Essa distância de nós..

Esse sorriso, que hoje é tão vago

Tão pouco, para expressar tudo aquilo que sinto..

Apenas, olho para janela…

Só quero gritar, só quero chorar…

Só quero um pouco de você..

e o meu eu de volta….

Palavras e Silêncios…

janeiro 6, 2009

E finalmente o marco,

A comprovação final de que tudo em mim tem se modificado.

A solidão em mim, consolidada e cravada.

Tudo aquilo do qual fugimos e buscamos solução.

Perguntas respondidas com silêncios intermináveis.

 

Trancada a chave em mim, está minha alma

É chegado o natal e tudo se resume em silêncios

Tentando entender tudo isso, em meio meus textos, minhas divagações e nada…

Sentada… Lendo… poesias de Fernando Pessoa

Cercada pela voz de Lenine…

Pensando em meu livro de cabeceira … (O Lobo da Estepe)…

Tentando chegar ao fim dessa mágoa,

o fim disso tudo que não se cala.

Pensando em tudo que desejei para mim.

E certa de que recolho apenas migalhas,

de vidas, sorrisos, restos de tudo aquilo que desejei com todas minhas  forças,

                            Que fosse verdadeiro

 

Penso, em um sorriso, em um olhar e estou presa ao medo que sinto…das coisas vividas

E dos rumos para os quais sou eu empurrada

Penso, em tantas coisas, mais não me concentro em nada,

Tudo é representado por pontas soltas

A única coisa que se faz real é essa mágoa imensa de tudo, de todos e por tudo…

 

E é noite de natal… e queria estar no único lugar onde ninguém pudesse me ver…

(ou onde eu não pudesse me ver)… queria me esquecer…

Deixar de lado esta fé pouco cristã…

Esse coração que carrego no peito… tudo …

Quanto mais se faz, mais se espera da vida

menos se tem… e eu menos valho…

Essa conclusão foi me dada, não por uma nem duas…

mais sim por aqueles que menos esperei…

 

E o que faço além de me sentar

Em uma mesa, querer meus cigarros

E secar minha garrafa de Lambrusco Rosso

Únicas coisas reais, além daquela única voz que ouvi a meia noite,

Voz que tanto quis…

E que se desfaz junto com a fumaça, que por entre meus lábios despejo no mundo.

 

Continuo a ter medo de sonhar

Medo de viver,

E hoje meus sonhos, meus amigos, minhas virtudes, tudo… soa falso e pouco.

Diante essa mágoa do mundo

Que divide a mesa, o meu cigarro e meu vinho.

 

25/12/2008

Michele

Alma…

agosto 7, 2008

Esse deslumbre o qual procuro a cada manhã,

em meu espelho.

Como se procurasse a ti…

Procuro a mim…

e tento a cada manhã me apaixonar por mim

fechando assim os portais ao redor.

Acesso a todos caminhos, que me levam para longe de mim

Tento iniciar uma nova jornada,

dessa vez,de volta para minha alma

A muito esquecida.

 

Busquei mundos e ao poucos,

fui deixando pedaços de mim,

e tudo de bom que guardava,

Abandonando-me na estrada,

por não aguentar o peso da bagagem..

Cheguei a doá-los,

Em troca de migalhas e um pouco de água,

tudo por um pouco das nuvens que acompanhavam seus dias…

 

Me deixei,

em jornadas e buscas vazias

Agora faço o caminho inverso,

De encontro a tudo aquilo que um dia deixei…

Para voltar a ver meus olhos e não os seus no espelho

Abraçar minha saudade e meu amor por mim.

E o que virá depois disso??

Será absolutamente melhor, independente da situação

Pois, estaremos juntas novamente,

Minha alma e eu

E meu deslumbre, me fará ver alegrias escondidas em toda parte…

Saia dessa vida de migalhas….

julho 23, 2008

 

Tenho que assumir para mim,

que nesse avançar avassalador das horas

o que eu sinto está aos poucos me consumindo.

Essa sensação de impotência, os meus silêncios que aos poucos se tornam maiores…

A tua falta de tempo para notar,

para perceber que o que espero de ti é tão pouco…

Essa sensação de incomodo

Esse medo de incomodar

Misturado com esse sentimento, essa aparência pequena a qual observo no espelho.

Essa dormência no peito a vontade e a sensação de que vou gritar a qualquer momento.

A quase certeza de era mais meu quando eu não o tinha

E tudo isso é como segurar água com as mãos

Sentir e vê-la correndo por entre os dedos

(O que não percebes é que ao mesmo tempo eu estou a passar…)

sinto que algo em mim se desfaz…

Essa noite ouvi um te amo, mais tenho a certeza de que era apenas um tchau misturado com os sons do metrô…( eu quis ouvir, mais também nunca mais o disse…)

e você também não notou…

Infelizmente, tenho que assumir que o sonhar contigo tem sido mais doce, do que o viver nessa realidade…

 

Caminho e sou empurrada para outros rumos.. para outros planos.. queria te contar..

mais para isso eu precisaria ser um pouco mais pra ti…e isso eu sei que não sou..

e me calo.. como tantas vezes, nas quais pensei em te dizer algo e não o fiz para não incomodar…

me sinto pequena e nunca foi assim…

 

e a passagem das horas me faz lembrar da única pessoa que parou pra me enxergar de frente… e me ouvia ler as passagens que mais gostava de meu livro preferido… meu grande amigo me entregando a única coisa que sempre precisei sem esperar nada em troca…

um pouco de atenção e nada mais…

 

e disso eu sinto falta e a lembrança de tudo isso, deixa a certeza de que estou só…

e mesmo que em vão me despeço de ti…

e talvez nunca saiba e nem entenda,

 o quão vazios de tudo foram esses dias…

e talvez não se importe,,…

e eu não quero mais pensar…

Adeus…

 

 

 

Passagens…

junho 19, 2008

 

O corpo… ainda criança… a alma… sofrendo…

Quando era pequena gostava de ganhar, aqueles pianinhos…

Pequenas réguas que soltavam o som de notas musicais…

A última lembrança que tem é da última que ganhou…

uma pequena “régua” e desenho de vários animais (acreditava ser uma savana da África, por que viu uma vez na TV)

Sentada no alto da escada, se desligava do mundo

chorava baixo, e tentava esquecer…

Proteger tua mãe que tanto sofria…

Enquanto o rei bebia e descontava toda a sua raiva de fera, em tudo aquilo que os dedos podiam alcançar.

A alma se calava… e apontava para o céu

A criança no alto da escada,

acreditava que podia controlar o vento com cada nota musical, que de sua régua saia.

( e conseguia)

Aquilo alegrava seu coração… ao menos um pouco…

O dia do segredo revelado

_ Filha porque não me contou.. lágrimas… dor… e peso na consciência…

Calada a alma ouvia e a criança apenas lembrava…

- Vai deitar pra lá ou já se esqueceu onde é o teu lugar????????????

- Vai tua mãe já foi embora…

A pequena criança e sua alma,

se recolhiam no chão, aos pés daquela cama, engolia o choro tentava dormir…

Tomava banho feito cachorro, aos baldes no quintal, comia sim, depois de cruzar o dia inteiro com fome,comia minutos antes de sua mãe ir lhe buscar….

E o rei bebia e tocava tudo o que podia com seus dedos de fera

Até um coração bondoso descobrir e acabar com toda aquela injustiça… (revelou a verdade)

E salvou a pobre criança daquele destino cruel que antes assistira…

Para a mãe uma única frase:

_ Mãe, foi só para te proteger, você vive e faz tudo sozinha e eu não queria dar mais trabalho..

e ainda ouvia aquela voz que sempre a assombrou…

- Coloca o travesseiro na boca dessa maldita…

E os reinos caiam..

Seu dia mais feliz, foi quando ganhou aquela gaiola,

e nela o que seria seu único e melhor amigo por muito tempo…

não tinha mais a outra casa.. e o colo da outra mãe para se esconder de tudo…

Verde e pequeno, era assim o seu periquito…seu nome Romeu.

Cantava e brincava, seu único motivo de sorrir…e em seus dedos quando o tocava.. brotavam arco-íris…

E a alma sorria, mostrava seu amor e dom atravéz dos animais….

E o rei prestes a perder o trono, continuava a beber…

A menina e o celeiro

Dessa passagem não se recorda muito.

Lembra das lágrimas, dos gritos, daquela cela escura, da pouca luz que entrava pelo ventilador industrial velho…

.. o rei fechando a porta com seu sorriso bestial…

Talvez tenha sido ali que tenha perdido o trono…

Não era mais rei, nem homem, apenas fera…

 

e a alma a se perguntar..o que eu fiz?

A menina apavorada não tirava o olho da pouca luz que entrava pela fresta, para não prestar atenção no medo que sentia do escuro.

A alma a segura pelas mãos…

e a menina se calou…

Corpo de criança e o tempo sendo arrancado de suas mãos…

- É louca devíamos ter internado enquanto podíamos….

A menina fecha os olhos e aponta para o céu

E a coluna de pássaros se move…

Seu dom por fim se revela e sua alma se eleva.

 

Quase sempre estudava a luz de velas, a luz sempre faltava.

A obrigação de crescer e aprender tudo muito rápido lhe batia a porta.

Em uma daquelas noites muita chuva e velas pela casa.

Mal entendia o porquê das coisas, o porquê a luz acabava sempre, o porquê faltava coisas em casa..

Um papel brota em cima de seu pequeno caderno.

_Lê para mim, por favor.

E assim  a criança o fez, lia mecanicamente,

estava aprendendo a ler então não compreendia e não sabia o significado de muita coisa.

A frase que nunca esqueceria…

- querida irmã, nosso pai veio a falecer essa noite.

Faleceu????? como assim??? (palavra estranha)

e sua mãe se jogou ao chão aos prantos

A criança sem entender e sem explicações fora para cama.

E no dia seguinte, na escola a professora explicou o quão trágico era o significado daquela frase.

A alma se entristeceu…

A criança chorou novamente…

e a fera (quem quer saber?)

 

                                                       (continua?)

Poesia pra ti…

junho 18, 2008

lembrandodo dia em que postei isso…

O Poeta Inventa Viagem,
Retorno e Morre de Saudade
de Hilda Hilst

Se for possível, manda-me dizer:

- É lua cheia. A casa está vazia -

Manda-me dizer, e o paraíso

Há de ficar mais perto, e mais recente

Me há de parecer teu rosto incerto.

Manda-me buscar se tens o dia

Tão longo como a noite. Se é verdade

Que sem mim só vês monotonia.

E se te lembras do brilho das marés

De alguns peixes rosados

Numas águas

E dos meus pés molhados, manda-me dizer:

- É lua nova -

E revestida de luz te volto a ver.

…. E quando as luzes se apagaram
E a música baixou
O corpo, de olhos fechados,
continua em movimento
dança levemente,
Busca, os limites da realidade…

A alma,
tenta fugir de sí…
Entoando baixinho uma canção…

(cantarolando Tristesse – Milton Nascimento) e pensativa..

Passado…

junho 16, 2008

Hoje a história e os personagens são outros
mais os capitulos continuam a se confundir
com textos a muito tempo escritos, deixados de lado.. (em um velho bloco de notas)

Os medos continuam a ser os mesmos
O pensar, que no final da estrada pode não haver nada…
Parado no final da estrada com braços abertos para o nada
e um sorriso perdido no rosto.

E amar, para que???
Se nem ao menos sabemos o que somos e nem o que temos…

(o peso das palavras, continua a ser o mesmo….)

Minha alma,
Umapobre velhinha,
Que acende todas as noites um velho lampeão,
No abismo das palavras, estão seus pensamentos…
e balança suavemente em sua cadeira, com os olhos perdidos no horizonte…

Letra Grupo vega

Musica Caminhos

Caminhos
Passos de um regressar
Laços
Me trazem a este lugar
Estranho não pensar em voltar
Sentir a paz

Saudade
Presa ao coração
Ligada sempre à solidão
Miragens
Mistérios do imaginar
Retratam
Uma face que deve se libertar

Revelações, palavras de observações
Mentiras sãs, pecados, mentes vilãs

Marcas vindas, vividas como sei
Instintivas, feridas que formei

Por mais que eu queira apagar
Esquecer e não mais lembrar
Fugir dos medos em mim
Aceitar e buscar o fim
Tropeço em redes reais
Lembranças e fatos mentais
Que cercam essa cicatriz
E minh’alma que só quer
Ser feliz


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